antepassados » Hugo Capet, rei dos francos (941-996)

Persoonlijke gegevens Hugo Capet, rei dos francos 


Gezin van Hugo Capet, rei dos francos

Hij is getrouwd met Adela de Poitou.

Zij zijn getrouwd


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Notities over Hugo Capet, rei dos francos

Foi o Rei dos Francos de sua eleição em 987 até sua morte. Foi o primeiro monarca da Casa de Capeto, sucedendo o último rei carolíngio Luís V.


Hugo nasceu provavelmente no castelo de Dourdan entre 939-941. É filho de Edviges da Saxónia (irmã de Otão I) e de Hugo, o Grande.


A 16 de Junho de 956, Hugo, o Grande morre em Dourdan e o seu filho Hugo Capeto deveria herdar um poder de primeira ordem: em Roma, o papa reconhece-o como « glorioso príncipe dos Francos». A meio do século X, a competição pela coroa entre os Carolíngios e Robertianos inicia-se, e a vitória destes últimos é quase inevitável.[1] A legitimidade robertiana concretiza-se ainda mais através do jogo de alianças. Corre nas veias de Hugo Capeto um pouco de sangue carolíngio levado por sua avó paterna (Beatriz de Vermandois), mas também sangue germânico por ascendência direta. Esta origem provém da Renânia e não da Saxónia. Enfim, o seu pai tinha-se aliado com o novo rei da Germânia Otão I, tendo desposado a irmã Edviges de Saxónia para contrariar o desejo de Luis IV sobre a Lotaríngia. No total, à morte de seu pai, Hugo Capeto herdou teoricamente um título prestigioso e um poder principesco.[2]


Nome[editar | editar código-fonte]

252525; font-style: normal; margin: 0.5em 0px; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; background-color: #ffffff; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Existem várias hipóteses para explicar o cognome Capeto, que serviu para distinguir Hugo do seu pai. A etimologia popular segue a explicação de ser o rei da capa (chappet), uma vez que antes de ser rei já era abade, e os abades da época usavam uma capa característica (em português: capelo, que por motivos semelhantes foi o cognome do rei Sancho II de Portugal).


Outras etimologias derivamdos termos para chefe (caput), zombador (capetus) ou cabeça grande ;(capillo).[3] Pensa-se também que o cognome do seu pai foi atribuído depois da sua morte, a partir do latim Hugo Magnus, Hugo o Velho, sendo o seu filho Hugo o Novo, e podendo Capeto ser uma invenção do século XII.[4]


O reino e a sociedade do século X[editar | editar código-fonte]

h4>A Francia dos Robertianos[editar | editar código-fonte]ns-serif; background: #ffffff; white-space: normal; word-spacing: 0px; border-bottom: medium none; text-transform: none; font-weight: bold; color: #000000; padding-bottom: 0px; font-style: normal; padding-top: 0.5em; margin: 0.3em 0px 0px; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; line-height: 1.6; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Robertianos[editar | editar código-fonte]: 0.5em 0px; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; background-color: #ffffff; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">Desde o fim do século IX, a politica real não se pode fazer sem os descendentes de Roberto, o Forte dos quais faz parte Hugo Capeto. A outorga da coroa tornou-se electiva, as maiores famílias do reino disputavam-na. Os Robertianos beneficiam da juventude desde a decadência de Carlos, o Simples para ascender ao trono. Odão de França ou Roberto I, respetivamente tio-avô e avô de Hugo Capeto, foram reis dos Francos (888-898e 922-923).


Hugo Capeto era sobrinho-neto e neto, respectivamente, dos carolíngios Odo I de Paris e Roberto I, os dois únicos reis dos francos eleitos. O seu sétimo avô por parte de sua avó Beatriz de Vermandois era Carlos Magno. Hugo pertencia então a uma família poderosa e com muitas ligações à nobreza reinante da Europa.[5]


Mas apesar disso, o seu pai nunca chegou a rei. Hugo, o Grande é confrontado com a ascensão ao poder de Herberto II de Vermandois que controla por sua vez o Vexin, Champagne e Laon, outorga a arquidiocese de Reims a seu filho Hugo e alia-se ao imperador Henrique I da Germânia.[6] O robertiano, que tinha já decidido renunciar à coroa em 923 em favor de Raul de França, a falta de um herdeiro do sexo masculino susceptível de gerir o seu principado[6], coloca sob o trono em 936 o jovem carolíngio Luís IV, refugiado em Inglaterra desde a decadência de seu pai Carlos, o Simples e desprovido de todas as posses na Francia[7], sublinhando que ele seria ilegítimo empurrar para o trono alguém estranho à linhagem de Carlos Magno.


Quando Raul I de França morreu em 936, Hugo, o Grande organizou o regresso de Luís de Ultramar, filho de Carlos III de França, do seu exílio na corte de Etelstano de Inglaterra. Nãose sabe ao certo os seus motivos, mas presume-se que agiu para evitar que o trono francês fosse atribuído a outros pretendentes: Hugo, o Preto, o irmão de Raul e seu sucessor no ducado da Borgonha; Herberto II de Vermandois; e Guilherme I da Normandia.[4][8] Luís IV atribui-lhe o título de dux Francorum (duque dos francos), o que anuncia um novo título real.[7] O rei qualifica-o oficialmente (talvez sob pressão) como « o segundo depois de nós em todos os nossos reinos ».[9] Ele ainda ganha poder quando o seu grande rival Herberto de Vermandois morreu em 943, porque o seu principado poderoso é então dividido entre seus quatro filhos.[10]


Hugo, o Grande domina então numerosos territórios entre Orleães-Senlis e Auxerre-Sens. Finalmente, o duque dos Francos está à frente dos bispos e abades tais como Marmontier (perto de Tours), de Fleury-sur-Loire (perto de Orleães) e de Saint-Denis. Ele é também abade laico da colegial de Saint-Martin de Tours pela qual Hugo, o Grande e sobretudo o seu filho Hugo « Capeto » herdaram talvez o seu apelido em referência à cappa (a capa de Martinho de Tours) conservada como relíquia nesse local.[11]


Quando seu pai, Hugo, o Grande, morreu em 16 de Junho de 956, Hugo Capeto, o mais velho de seus três filhos varões, era ainda menor. Foi colocado, juntamente com os seus dois irmãos, sob a tutela do seu tio materno, Bruno, duque de Lorena e arcebispo de Colónia.


Herdeiro do seu pai, e porisso um dos mais poderosos nobres do reino, tornou-se conde d'Orleães e abade laico das abadias de São Martinho de Tours, Saint-Germain-des-Prés e Saint-Denis. Em 960 o rei Lotário de França concedeu-lhe os títulos que o seu pai detivera: duque dos francos e marquês de Nêustria. Era o nobre mais rico de seu tempo.


Os nobres dos territórios vizinhos aos de Hugo aproveitaram a oportunidade da sua menoridade. Teobaldo I de Blois, um antigo vassalo de Hugo Magno, tomou os territórios de Chartres e Châteaudun. Mais a sul, na fronteira do reino, Fulque II de Anjou, outro antigo cliente de o Grande, construiu um principado à custa de Hugo e da Bretanha.[8]


Este poder provém também das suas alianças: Hugo, o Grande casou-se a primeira vez com a irmã de Etelstano de Inglaterra, um dos pais poderosos soberanosdo Ocidente no inicio do século X após ele ter caçado os Vikings de Danelaw[12]. Quando Otão I restaurando o Império o faz o mais poderoso da Europa, Hugo, o Grande desposa a sua irmã.[13] No entanto, o poder que deve herdar Hugo Capeto tem os seus limites: os seus vassalos são eles mesmos suficientemente poderosos para ter uma grande autonomia e praticar uma política de equilíbrio entre Carolíngios e Robertianos.[14]


Geografia[editar | editar código-fonte]
t: normal; color: #252525; font-style: normal; margin: 0.5em 0px; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; background-color: #ffffff; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">O reino recobre a antiga Francia Ocidental cujas fronteiras tinham sido definidas na partilha de Verdun em 843. Hugo é agora o novo soberano doreino da Francia, que não se chama mais Francia occidentalis desde a segunda metade do século X.[15] Os quatro rios (Escalda, Mosa, Saône e Ródano) constituem os seus limites a norte e a Este, e separam do império otoniano. A sul, os Pirenéus não constituem um limite desde que o condado de Barcelona faz parte do reino francês.[16]


; padding: 3px;">e="float: right; margin-left: 3px; margin-right: 0px;"> 
sp;(futura França) e da Frância Oriental (futura Alemanha) depois da dissolução do império de Carlos Magno
ormal; word-spacing: 0px; text-transform: none; font-weight: normal; color: #252525; font-style: normal; margin: 0.5em 0px; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; background-color: #ffffff; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">O reino, ducado ou condado da Bretanha não faz parte do reino da França. Além disso o senhor da Bretanha não participa na eleição de Hugo Capeto. Enfim, a rota dacosta é muito diferente da que conhecemos, porque os glofos não estã;o entupidos, em particular na bacia d' Arcachon e o glofe de Saint-Omer, e a foz dos rios evoluem ainda. [17]


O reino em que Hugo viveu era bastante diferente da França actual. Os seus predecessores não se intitulavam reis de França, esse título só começaria a ser usado por Filipe o Belo (1285-1314). O reis usavam sim o título de rex Francorum(Rei dos Francos) e as terras que governavam eram apenas uma pequena parte do antigo Império Carolíngio.


As terras francas do leste, o Sacro Império Romano-Germânico, eram governadas pela dinastia otoniana, representada por Otão II, primo de Hugo, e depois pelo seu filho Oto III. As terras a sul do rio Loire tinham deixado de pertencer à Frância ocidental depois da deposição de Carlos III o Simples em 922. Os ducados da Normandia e da Borgonha eram na sua maioria independentes, apesar de desde 956 este último ser governado pelos irmãos de Hugo, Odo de Paris e Henrique, e a Bretanha era completamente independente.[4][5][18]


De 978 a 986, Capeto aliou-se aos imperadores germânicos Oto II e Oto III e com o arcebispo Adalbarão de Reims para dominar o fraco rei Lotário. Em 986 era na prática rei, apesar de não oficialmente.


Renovação econômica[editar | editar código-fonte]
s="thumb tleft">: 3px;">argin-left: 3px; margin-right: 0px;"> 
-family: sans-serif; white-space: normal; word-spacing: 0px; text-transform: none; font-weight: normal; color: #252525; font-style: normal; margin: 0.5em 0px; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; background-color: #ffffff; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">O ano mil conhece um crescimento económico cujo apogeu fez-se notoriamente sentir nos séculos XII e XIII. Desde meados do século X, assiste-se a uma primeira fase de crescimento agrário. Parece que a « angústia da fome » leva o campesinato a produzir melhor e mais. Assim, os camponeses adaptam-se: melhoria no conhecimento do solo, adaptação da aradura conforme a área, introdução da rotação trienal, a qual leva a clareiras por aumentar as superfícies em causa, evolução do método de atrelagem (colar de cavalo e ferradura), relha do arado assimétrica, desenvolvimento da micro-hidráulica (vala de drenagem e irrigação).[19]


lid; padding: 3px;">: left; line-height: 1.4em; padding: 3px;">="font-size: 14px; font-family: sans-serif; white-space: normal; word-spacing: 0px; text-transform: none; font-weight: normal; color: #252525; font-style: normal; margin: 0.5em 0px; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; background-color: #ffffff; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">A moeda dinheiro tinha sempre sidoutilizada desde a romanização da Gália. O ouro, introduzido por César em Roma e generalizada por Augusto por todo o Império, completava as possibilidades de pagamento da troca. Ouro, uma parte do ouro não chegava mais do Oriente desde as conquistas árabes no Mediterrâneo; por outro lado desde a queda do Império Romano no século V, a maior confusão reina em matéria de cunhagem e emissão de moeda - confusão que resulta em descontentamento. A homogeneização dos pesos, das equivalências, das cunhagens e das emissões da moeda pelos primeiros Carolíngios, a reintrodução do uso, o recurso e a circulação de moeda dinheiro, provocam uma verdadeira mudança económica que trás plenamente os seus frutos com o fim das invasões. Mais adaptada que a moeda de ouro herdada da Antiguidade que não convinha para operações muito caras, o denário de prata, normalizado e abundante, permite a introdução de milhões de produtores e consumidores no circuito comercial.[20]Os camponeses começam apoder revender os seus excedentes e assim interessam-se por produzir mais do que o necessário à sua subsistência e aos direitos senhoriais.[21] Este fenómeno é atestado pela modificação dos mercados e das lojas de cunhagem de moeda em todo o Ocidente desde o século IX.[22] Em certos casos, os proprietários, eclesiásticos ou laicos, fornecem as charruas, investindo nos equipamentos melhorando a produtividade: moinhos de água substituindo os moedores de braços, prensas de óleo ou de vinho (substituindo o de esmagamento)[23]. A redescoberta das capacidades da energia hidráulica sobretudo mais do que a animal ou humana permitem uma produtividade sem comparação com aquela disponível na alta idade mé;dia e comparável àquela dos Romanos que se serviam já de moinhos de água instalados em série ao lado de colinas e montanhas. Cada mó de moinho de água pode moer cento cinquenta quilos de trigo por hora, isto corresponde ao trabalho de quarenta escravos.[24]


Os rendimentos das terras cultivadas podem crescer até cinco ou seis para um. Este progresso liberta a mão-de-obra para outras actividades. Após as grandes fomes de 1005-1006 e de 1032-1033, a população torna-se mais ou menos exposta ás interrupções alimentares e, assim às epidemias: a mortalidade diminui[25]. Não se deve sobrestimar esta época de renovação económica e social pois a mudança ainda está na sua génese e o campesinato é ainda vitima das perdas agrícolas, como sobre o reino de Roberto, o Piedoso onde se assiste às fomes relâmpago onde o canibalismo é a regra em certas regiões (1005-1006 e 1032-1033).[25] O crescimento demográfico e o aumento da produção agrícola se auto-entretêm num círculo vicioso: eles são a chave para o renascimento medieval.


A sociedade carolíngia desaparece progressivamente. Assim, constata-se o desaparecimento da escravidão no sul a favor dos camponeses livres. No entanto, um novo poder se afirma: o senhorio nobre. A partir de 990, a fragmentação das instituições da época precedente leva a um novo uso, são os « costumes ». No século XI, estes são os direitos exigidos pelo senhor nobre e que nenhuma autoridade é capaz de contrariar. No entanto, o estabelecimento da senhoria não impede o progresso técnico e o avanço agrícola. [26]


; padding: 3px;">ght; margin-left: 3px; margin-right: 0px;"> 
0px; text-transform: none; font-weight: normal; color: #252525; font-style: normal; margin: 0.5em 0px; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; background-color: #ffffff; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">O denário de prata é um dos principais motores do crescimento económico desde o século IX. A fraqueza do poder real levou à cunhagem de moeda por numerosos bispos, senhores e abades. Pelo que Carlos, o Calvo contou 26 oficinas de cunhagem monetária, Hugo Capeto e Roberto, o Piedoso não têm mais do que a de Laon[27]. O reinado de Hugo Capeto marca o apogeu do feudalismo da moeda. Em resultado uma diminuição da uniformidade do denário e o aparecimento da prática de cunhagem da moeda nos mercados (conta-se o peso da peça para determinar o valor). Pelo contrário, estamos num período onde o aumento das trocas é sustentado pelo aumento do volume de metal disponível. Com efeito, a expansão versus o este do Império permite aos Otonianos poder explorar novos depósitos de prata. A margem de manobra de Roberto, o Piedoso é baixa. Ouro, a prática do corte para retirar os elementos preciosos ou a mutação monetária levam a desvalorizações em tudo prejudiciais.


Renovação Espiritual[editar | editar código-fonte]
yle="font-size: 14px; font-family: sans-serif; width: auto; white-space: normal; word-spacing: 0px; text-transform: none; float: right; font-weight: normal; color: #252525; font-style: normal; clear: right; margin: 0.5em 0px 0.8em 1.4em; orphans: 2; widows: 2; letter-spacing: normal; background-color: #ffffff; text-indent: 0px; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px;">="image" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Cons%C3%A9cration_cluny.png">yle="float: right; margin-left: 3px; margin-right: 0px;"> 
background: none transparent scroll repeat 0% 0%; color: #0b0080;" title="Papa Urbano II" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Urbano_II">Urbano II. Biblioteca Nacional de França, século XII.